a/cata/de

coisas/ da/ vida

May 10, 2010 at 2:51pm
home
Engraçado que a vida seja isso, enigma. E só possa ser acessada através das coisas do cotidiano. Chego a pensar que a vida, assim - como coisa única, encerrada em si mesma, grande e concreta nem exista.
Imagina? Não estarmos vivendo simplesmente por não existir essa concepção “vida”? Mas me volto, então, para as “coisas da vida” - dedal, depois semáforo, depois chave, depois rato, depois retroz. É na sucessão de cada elemento que percebo que retroz é vida tanto quanto limão ou galo ou grapa.
Assim: vida é o nome de cada um dos fragmentos e não o nome do todo. Não se pode experimentar nada a não ser pela sensação pequenina que dá o retroz, o vento, a chave. Vida é cada mensagem contida, combinada, repetida e recombinada à exaustão nestes insignificantes elementos. A resposta do enigma são seus fragmentos.
- Pensamento inspirado nos estudos com Antônio Cícero em “Como ler Poesia”, no B_arco.

Engraçado que a vida seja isso, enigma. E só possa ser acessada através das coisas do cotidiano. Chego a pensar que a vida, assim - como coisa única, encerrada em si mesma, grande e concreta nem exista.

Imagina? Não estarmos vivendo simplesmente por não existir essa concepção “vida”? Mas me volto, então, para as “coisas da vida” - dedal, depois semáforo, depois chave, depois rato, depois retroz. É na sucessão de cada elemento que percebo que retroz é vida tanto quanto limão ou galo ou grapa.

Assim: vida é o nome de cada um dos fragmentos e não o nome do todo. Não se pode experimentar nada a não ser pela sensação pequenina que dá o retroz, o vento, a chave. Vida é cada mensagem contida, combinada, repetida e recombinada à exaustão nestes insignificantes elementos. A resposta do enigma são seus fragmentos.

- Pensamento inspirado nos estudos com Antônio Cícero em “Como ler Poesia”, no B_arco.

Comments (View)
blog comments powered by Disqus